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Guerreiras da Bola

Conheça a história da goleira Monique Somose

A atleta que está entre as melhores do mundo venceu uma depressão

Guerreiras da bola

Guerreiras da bolaHistórias incríveis de mulheres que venceram o preconceito e falta de apoio pra entrar em campo.

06/01/2020 09h00Atualizado há 2 semanas
Por: Assessoria de Imprensa 2
Tiago Palma
Tiago Palma

Na primeira edição do Guerreiras da Bola, vamos conhecer a história da goleira do Corinthians F7 e da Seleção Brasileira Monique Somose.

“O esporte é presente na minha vida desde que sou criança, sempre amei muito esportes em geral, mas o futebol principalmente. Joguei 15 anos da minha vida de forma profissional. Com 12 ano comecei no campo, na Juventus, mas não era goleira a princípio, eu jogava na linha. Sempre gostei muito do esporte, então me dedicava bastante, mas não tinhas muitos dotes. Um dia a treinadora percebeu que eu ia bem no gol, fez um teste e eu fui super bem. Foi ai que começou minha trajetória como goleira.

Passei por grandes clubes de campo no Brasil.  Fui campeã da Copa do Brasil, vice-campeã paulista, terceiro lugar no brasileiro. Tive a honra e a oportunidade de disputar as principais competições de futebol feminino do país. Passei pela seleção de base, joguei duas Copas do Mundo FIFA Sub 20, em 2010 e 2012.

Mas em 2016 tive depressão e joguei até 2017. Eu precisava cuidar de mim, precisei parar. Foi o futebol 7 que me deu novamente a alegria de voltar a jogar, de entrar em campo de forma leve e saudável e ainda me proporciona jogar em alto nível. Eu me reinventei no esporte. Foi a modalidade que fez ressurgir a vontade de vencer. Foi um giro de 360º na minha vida. Saí do anonimato e ganhei respeito na modalidade. O Futebol 7 feminino vem sendo muito respeitado, as pessoas fazem com prazer, tem muito amor envolvido e isso me deixa extremamente feliz.

A última temporada foi incrível. Fui convocada para disputar a Copa América com a Seleção. Foi uma volta que eu não esperava, porque eu tinha tentado voltar a jogar profissionalmente em 2019 e não tinha dado certo. Fomos para Porto Alegre, joguei, fomos campeãs, fui eleita a melhor do torneio. Fui para o Mundial de Clubes defender a Lazio (ITA) e foi uma baita experiência. Fui campeã da Copa do Mundo, estive entre as melhores e isso não tem preço.

Hoje estou no Corinthians, que é o meu grande amor, não só pela camisa, mas pelas meninas também. É um grupo muito bom de trabalhar, com pessoas incríveis, que são dedicadas. Acho que nunca trabalhei com um grupo tão bom quanto esse. Tenho só agradecimentos para o Preto e o Chicão (Corinthians), a Futebol 7 Brasil e as meninas do Corinthians, porque essa reviravolta na minha vida, além de Deus, tem eles como responsáveis também”, contou.