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Guerreiras da Bola

Maria Thereza relembra início no Futebol 7 e destaca a importância do esporte na luta por igualdade de gênero

“A evolução nessa questão da equidade de gênero é gritante, principalmente pela atuação da Futebol 7 Brasil”, disse.

Guerreiras da bola

Guerreiras da bolaHistórias incríveis de mulheres que venceram o preconceito e falta de apoio pra entrar em campo.

07/10/2020 12h59
Por: Assessoria de Imprensa 2

Nesta edição da coluna Guerreiras da Bola, vamos conhecer a história de Maria Thereza, atleta do Barcelona-PR. Desde seu início no futebol 7, a atleta vem construindo uma história de determinação e conquistas ao longo da carreira. Em 2018, Maria sagrou-se campeã Mundial com a Seleção Brasileira, além de também ter feito parte da conquista da Copa das Nações e do vice-campeonato da Copa América. Pelo Barcelona, a atleta levantou a taça de campeã da Copa Sudamericana e foi vice-campeã da Liga Fut7 em 2018.

 

“Eu iniciei no futebol 7 de uma forma mais séria em 2016, quando tinha 22 anos. Sempre joguei futsal, mas as competições nessa modalidade estavam bastante escassas. Aí recebi o convite para fazer parte do Barça. A equipe era recém criada e ainda não participava de muitos campeonatos. Mas, naquele ano com a entrada de várias meninas, começamos a jogar tudo que podíamos. Curitiba é uma cidade que tem muitos times de futebol 7 feminino e a quantidade de campeonatos e a rivalidade me encantaram. Hoje eu sou uma apaixonada pelo modelo de jogo e pelas características do futebol 7, mesmo tendo migrado tardiamente para a modalidade”, conta. 

 

Maria também falou sobre a importância da modalidade na luta pela igualdade no esporte e destacou o trabalho que a Futebol 7 Brasil vem desenvolvendo.

 

“A evolução nessa questão da equidade de gênero é gritante, principalmente pela atuação da Futebol 7 Brasil. Por muito tempo as premiações de campeonatos eram muito inferiores para as mulheres e hoje isso já mudou. Os jogos femininos não acontecem apenas para ser a preliminar do masculino. As pessoas envolvidas com o marketing têm trabalhado as imagens das equipes e atletas tanto do masculino quanto do feminino. E o mais importante é que já ouvimos as pessoas falando com mais respeito da mulher atleta. Isso me deixa muito feliz”, declarou Maria.

 

Sobre vestir a camisa da Seleção Brasileira, Maria definiu como “indescritível” e revelou o desejo de atuar mais vezes pela Seleção. A atleta esteve por um tempo longe das quadras para se recuperar de uma cirurgia no joelho e tem trabalhado forte para voltar o quanto antes a disputar grandes competições e ajudar a equipe na conquista por mais.

 

“Talvez o momento mais marcante da minha vida como atleta tenha sido a Copa América de 2018, pois foi a primeira e única vez que fiz uma viagem internacional para jogar. Uma seleção brasileira feminina bem estruturada parecia um sonho há 4 anos e é surreal tudo que aconteceu com as meninas que tiveram oportunidade de serem convocadas de lá para cá. Com certeza a vontade de voltar para a seleção é uma das coisas que mais me motiva no meu dia a dia de treinamentos, pois eu quero poder estar entre as melhores atletas do país novamente", revelou Maria.

 

"Completei um ano de cirurgia agora no final de setembro. A pandemia acabou atrapalhando um pouco meu retorno, então apenas agora estou fazendo a transição para o campo. Tive a sorte de ser cuidada por ótimos profissionais de fisioterapia durante esse tempo e agora me sinto confiante para o retorno. Minha equipe, Barça Curitiba, retornou aos treinamentos apenas no mês de setembro em respeito às orientações municipais. Assim, pretendo reestrear com a camisa que eu amo, voltar ao futebol e ajudar meu time entre outubro e novembro. Todo meu foco individual e também o nosso objetivo coletivo estão centrados em 2021. Queremos um ano histórico para a equipe e buscaremos participar de todas as grandes competições promovidas pela futebol7 Brasil, para quem sabe eu e mais de minhas colegas tenhamos chances de vestir a camisa da Seleção” finalizou Maria.