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Guerreiras da bola

Conheça a história de Taninha, bicampeã mundial com a Seleção Brasileira e primeira mulher a atuar por uma equipe estrangeira no Futebol 7

“A Futebol 7 Brasil me fez enxergar o verdadeiro valor da mulher na modalidade”, diz.

Guerreiras da bola

Guerreiras da bolaHistórias incríveis de mulheres que venceram o preconceito e falta de apoio pra entrar em campo.

15/09/2020 18h57
Por: Assessoria de Imprensa 2
Karyna Prado
Karyna Prado

Nesta edição do Guerreiras da Bola, vamos conhecer a história de Taninha, atleta do Vasco da Gama/ JR GAS. Campeã da Nordeste Cup e da Copa do Brasil pelo Avaí/Jr, Taninha relembrou início no futebol e destacou o grande valor que a modalidade feminina tem para a Futebol 7 Brasil. 

“Comecei minha carreira no futebol 7 em 2017, atuando pelo Sem Maldade F.C. e lá engrenei nessa modalidade que hoje não me vejo sem . O futebol 7 teve um crescimento gigantesco desde que comecei na modalidade. A cada mês veio crescendo de uma forma que eu jamais acreditaria. Atualmente estou no Vasco da Gama/ JR GAS,  esse é o meu novo desafio a partir de agora. Mas até o início do ano eu estava no Avaí JR GAS. Ano passado fomos campeãs da Nordeste Cup e em 2020 da Copa do Brasil. Agradeço demais a esses dois clubes, pois nos dão todo o suporte necessário. Hoje me sinto totalmente realizada por uma modalidade que me abraçou e eu abracei com todas as forças possíveis.

Hoje não me vejo sem. Já vi muito o futebol feminino não ser valorizado, não ter as mesmas condições que uma seleção masculina, vendo o desmerecimento para com as mulheres. Hoje a Futebol 7 Brasil me fez enxergar o verdadeiro valor da mulher na modalidade, em que eles lutam incansavelmente por todas, dando os mesmos direitos do masculino ao feminino. Onde alguém já viu disso no futebol brasileiro?!  Nunca viram e apenas na Futebol 7 Brasil passaram a enxergar a igualdade. Eu me sinto realizada por escolher o futebol 7 como minha família. Hoje nada me faz mudar de direção, pois uma coisa que carrego em toda minha vida é a gratidão, e o que esses ‘caras’ estão fazendo por nós mulheres é brincadeira. Serei eternamente grata”.

Bicampeã do mundo, Taninha também falou sobre o sentimento em ter sido escolhida para defender as cores da Seleção Brasileira e expressou imensa gratidão por ter feito parte desse feito.

“Minha primeira Copa do Mundo vivi um sonho, uma história que eu jamais acreditaria que iria escrever. Defendendo meu país, na nossa casa, na modalidade mais fera do mundo, não existe realização melhor. Quando veio a convocação para a segunda Copa do Mundo, que aconteceria em Roma, na Itália, e  a Copa das Nações em Barcelona, eu tive a melhor realização da minha vida, meu nome estava na lista e pude vivenciar o bi campeonato da seleção feminina. Hoje eu sou bi campeã do mundo graças a Futebol 7 Brasil, que acredita no nosso potencial. Nos fez viajar milhas, realizar sonhos e nos deixar em outro patamar. Friso em dizer, gratidão eterna por tudo e por todos. Essa frase que falarei é verídica e jamais largarei essa modalidade: Futebol 7 vai ser cada vez mais gigante”.

Viver grandes histórias sempre fez parte da trajetória de Taninha no futebol 7. Em 2018, a atleta se tornou a primeira mulher a atuar por uma equipe estrangeira, o Leonas FC, do México.

“Em 2018 joguei o Mundial de Clubes pelo Leonas, do México. Primeira mulher brasileira a jogar por um time estrangeiro na história da modalidade. Ficamos com o vice-campeonato e a experiência foi única. Defender as cores de uma equipe mexicana, onde não entendia nada do que falavam (risos), com pessoas de nacionalidades diferentes da minha, foi uma experiência incrível. Não tem como descrever esse momento inenarrável da minha carreira. Poder chegar a uma final de Mundial de Clubes não tem preço. Gratidão eterna a Futebol 7 Brasil que foram os encarregados da minha transferência, e a equipe do Leonas por me abraçar, me deixando a vontade e me fazendo sentir em casa. Ao treinador Kike que me tratou de uma maneira linda. Gratidão eterna. Espero poder revê-los novamente”.