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Guerreiras da Bola

Conheça a história da multicampeã Izabela Stahelin

Em 2019, a atleta sagrou-se tricampeã Mundial com o Figueirense/Paula Ramos e bicampeã da Copa do Mundo com a Seleção

Guerreiras da bola

Guerreiras da bolaHistórias incríveis de mulheres que venceram o preconceito e falta de apoio pra entrar em campo.

09/09/2020 21h42Atualizado há 2 semanas
Por: Assessoria de Imprensa 2
Karyna Prado
Karyna Prado

A coluna “Guerreiras da Bola” de hoje traz a história de Izabela Stahelin, atleta do Figueirense/Paula Ramos. Com um currículo digno de respeito, a atleta relembrou o início de sua carreira no futebol 7 e as dificuldades enfrentadas pelo caminho.

“Eu jogo futebol desde os meus 14 anos e comecei no futebol 7 em 2013 no time do Veneno, que hoje se chama Figueirense/Paula Ramos. O clube já existe a alguns anos e como qualquer outro clube ele teve altos e baixos. Teve derrotas, vitórias e passou por crises. A gente enfrentou muitas crises financeiras e enfrentamos até hoje para conseguir dinheiro para as competições pois o futebol feminino encontra muita dificuldade para conseguir patrocinadores, para conseguir dinheiro... enfim. Mas a minha trajetória, desde o começo que estou no futebol 7, é sempre pelo mesmo time e tenho tido grande felicidade e muitos aprendizados. Grande parte das meninas que jogam comigo atuaram desde o início no mesmo time. Estamos juntas a muito tempo. Desde 2013 até hoje o nosso time não mudou muito. Então, nos mantemos um time bem forte, bem unido tanto que conhecemos muito bem as características uma da outra. Sabemos aonde a outra vai correr, onde tocar a bola e isso é muito importante”, conta.

Humildade, determinação e amor ao esporte são os pilares que regem o trabalho de Izabela na modalidade. Convocada em 2018 para defender o Brasil na primeira edição da Copa do Mundo, a atleta falou sobre o sentimento vivido e a grande responsabilidade em estar representando uma nação.

 “É um sentimento único. Fiquei muito emocionada, feliz e surpresa quando fui convocada a primeira vez. Dali em diante eu coloquei na minha cabeça que eu precisava me dedicar sempre mais e mais para poder estar nas próximos competições, na próxima lista de convocadas. Tento me aprimorar cada vez mais para ajudar a Seleção,  ajudar o nosso país a ter mais títulos.  É uma sensação inexplicável. Fico muito feliz e emocionada  quando estamos no jogo e toca o hino, é algo único. Você está representando um país e tem muita gente por trás disso tudo. Têm meninas que gostariam de estar ali e eu estou ali. Estou em campo, estou podendo representar, então sempre tento dar o melhor de mim”.

Tricampeã Mundial com o Figueirense/Paula Ramos, Izabela também falou sobre a melhor parte de estar em quadra competindo e o momento que mais marcou sua vida na modalidade.

“A emoção de você entrar em campo e estar ali com as pessoas que você gosta, fazendo o que você ama de uma forma alegre, de uma forma fácil. As competições hoje estão muito agradáveis para o feminino e isso é muito bom, muito importante. Com essa quarentena, com todo esse tempo parado, eu senti muito a falta das competições e estamos vendo o quanto é importante. Não vemos a hora de voltar pois é um sentimento único. Em cada competição é um sentimento novo. Pode ser aqui no nosso estado, na nossa cidade, é um sentimento único. A gente vai para outro estado... é outro sentimento. E quando viajamos para Roma foi sensacional. Sem palavras”.

"O momento que marcou minha vida na modalidade foi a nossa viagem para competir o Mundial. Foi um dos momentos que mais me marcou porque a gente viajou para a Roma e eu pude conhecer o Vaticano. A minha família é católica e naquele mesmo ano eu tinha perdido a minha mãe e eu sabia que lá era um lugar muito especial e importante que ela gostaria de ter conhecido e eu estava lá podendo conhecer o Vaticano, participando de uma missa do Papa. Então o que o futebol 7 fez por mim naquele momento é sem palavras. Eu estava em Roma representando a Seleção e realizando um sonho da minha mãe, então pra mim aquele momento foi indescritível. Fiquei muito emocionada nos jogos da Seleção. Essa viagem foi muito marcante mesmo”.