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Guerreiras da bola

Conheça a história de Vantressa, campeã Mundial pela Seleção Brasileira de Futebol 7 e atual técnica do Athletico Paranaense feminino de campo

"Sou muito grata a tudo que o futebol me proporcionou, principalmente a Futebol 7 Brasil", diz

Guerreiras da bola

Guerreiras da bolaHistórias incríveis de mulheres que venceram o preconceito e falta de apoio pra entrar em campo.

02/09/2020 15h35Atualizado há 3 semanas
Por: Assessoria de Imprensa 2
Tiago Palma
Tiago Palma

Nesta edição do “Guerreiras da Bola”, vamos conhecer a história de Vantressa Ferreira, ex-atleta de futebol 7 e atualmente técnica do time feminino do Athletico Paranaense de campo. Formada em Educação Física, Vantressa conta que o futebol esteve presente desde cedo em sua vida.

Como a maioria das meninas, eu comecei a jogar futebol junto com os meninos na rua e em praças. Acabei me apaixonando pela modalidade e pedi para minha mãe me matricular em uma escolinha de futebol. E a minha primeira escolinha foi de futebol 7. Comecei no São Paulo Center, onde treinava junto com meninas e alguns meninos. Foi o meu primeiro contato com o futebol 7. Depois disso comecei a jogar alguns campeonatos de futebol 7, eu tinha 14 para 15 anos e acabei gostando muito da modalidade. No segundo momento, acabei migrando para o futsal e posteriormente, jogando futebol de campo. Fiquei jogando campo e futsal, onde tínhamos um calendário mais extenso na época. O futebol 7 ainda não estava em evidência como está hoje”, relembra.

Campeã da Copa do Mundo e da Copa das Nações com a Seleção Brasileira em 2019, Vantressa lembra que chegou a se ausentar do esporte por conta das lesões sofridas durante sua trajetória no futebol de campo. Mas foi no futebol 7 que ela viu a oportunidade de voltar a praticar o sempre amou.

Eu joguei por muitos anos em várias equipes. Joguei no Foz Cataratas, na Seleção Brasileira Universitária, no Paraná Clube, mas acabei me lesionando. Tive três lesões de ligamento cruzado, que acabou me afastando um pouco do futebol. Eu sempre retornava, fazia minhas recuperações, porém, na minha última lesão, não quis voltar para o futebol porque tinha me machucado muito. Também não tinha muito apoio para retornar e acabei me dedicando mais a minha profissão. Sempre trabalhei com futebol, amo isso, e foi o futebol 7 que despertou em mim o interesse de voltar a jogar. Devido a organização, aos campeonatos e todo o trabalho que vinha acontecendo. Então foi ele que me fez voltar a jogar. Disputei a Liga Nacional e depois tive o prazer de estar na Liga das Américas (sendo campeã pelo União Ribeirão em 2019). Devido essas competições, tive a convocação para a Seleção Brasileira e a oportunidade de disputar a Copa do Mundo, em Roma, na Itália. Então foi devido a esse trabalho e desenvolvimento que fez com que eu tivesse essa vontade de fazer novamente o que amo”, conta.

Quando perguntada sobre como vê o crescimento do futebol 7 feminino, Vantressa destacou a importância de ter profissionais comprometidos com a modalidade, algo que vê em cada competição organizada pela Futebol 7 Brasil.

 Vejo um crescimento extraordinário. Pessoas sérias trabalhando, pessoas competentes fazendo campeonatos organizados. Acho que o futebol feminino sofreu ao longo de muitos anos por não ter pessoas organizadas a frente de competições. Hoje, com a Futebol 7 Brasil, eu vejo calendário anual, competições regionais e nacionais, tendo uma progressão dentro das competições e isso é fantástico, pois estimula as meninas virem a jogar e competir em alto nível. Com isso, acabam estimulando clubes de camisa a ter o futebol feminino e também participar do futebol 7 feminino”, afirma.

A ex-atleta também compartilhou o sentimento de sua primeira viagem ao exterior e a oportunidade de ter vivido grandes momentos na modalidade.

A experiência tanto de disputar o Mundial de Clubes e, posteriormente, a Copa do Mundo é indescritível. Tive a oportunidade de conhecer a Europa e, através do futebol 7, estive ao lado de meninas de muito talento. Pessoas competentes, profissionais competentes, uma organização competente, impecável.  Foi sensacional e incrível a experiência. Me deu novamente a visibilidade para o futebol feminino, tendo outras oportunidades profissionais. Eu sou muito grata a tudo isso. Tudo ao que o futebol me proporcionou, principalmente a Futebol 7 Brasil. Se não fosse através dela eu não teria tido essa experiência, então muito feliz por ter participado desse marco”, finaliza.