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Guerreiras da Bola

Referência no futebol 7 feminino, Thay relembra a trajetória do Atlético Catarinense

“Fizemos história do nosso jeito”, diz a atleta.

Guerreiras da bola

Guerreiras da bolaHistórias incríveis de mulheres que venceram o preconceito e falta de apoio pra entrar em campo.

26/08/2020 17h03
Por: Assessoria de Imprensa 2
Foto: Karyna Prado
Foto: Karyna Prado

Nesta edição do “Guerreiras da Bola” contamos a história de Thay, presidente/atleta do Atlético Catarinense e embaixadora da Liga F7.

A luta por igualdade e valorização da mulher no esporte sempre fez parte do DNA de Thay. Fundadora do time de futebol 7 feminino em Santa Catarina, Thay conta que o Atlético Catarinense nasceu em meio a atos de bravura e persistência. Mesmo com poucos recursos, sempre buscou se doar o máximo para que o time alcançasse um lugar de respeito.

“O Atlético Catarinense nasceu de uma ideia minha e do Diego Muller (técnico do time). Em 2014 resolvemos fazer um time com a nossa cara, nossas ideias e trazer meninas que não estivessem no cenário do futebol 7”, conta. “Treinamos  1 ano sem divulgar, sem ter nome e uniforme. Queríamos um nome forte, e daí surgiu nossa ideia de fazermos o Atlético Catarinense”.

“Tínhamos a ideia em passar que, mesmo sendo um time amador e sem recursos, éramos um time. Fomos inspirações para muitos times, já ouvimos isso de muitos times aqui. Praticamente todos os times, depois do surgimento do Atlético, começaram a se portar de uma maneira diferente. A gente desde o começo se preocupou em ter um fisioterapeuta , em ter uma fotógrafa, um designer cuidando da página do time, e isso os outros times não tinham. Então pra gente é bem gratificante. Fizemos história do nosso jeito”.

Campeã da Copa das Nações com a Seleção Brasileira em 2019, Thay disse que percebeu as mudanças no trato à modalidade feminina com a chegada das competições promovidas pela Futebol 7 Brasil.

“Desde 2009, quando migramos do campo para o futebol 7, foi bem sofrível até 2016. Era uma luta diária. Não tínhamos campeonatos, não tínhamos horário, não tínhamos quadra, nem bola pra jogar. Tínhamos apenas a vontade. E ai apareceram vários dirigentes, mas nunca  quiseram fazer o feminino. Eles deixavam bem claro que não queriam porque o feminino só incomodava, só dava trabalho”, relembra. 

“Em 2016 que comecei a ver a mudança. Teve a primeira Copa Sul organizada pela Futebol 7 Brasil, e ali vimos que começou uma mudança. Foi bem gratificante pra gente, pois desde o começo a Futebol 7 Brasil sempre tratou o futebol feminino como prioridade no evento. Desde quando chegaram aqui, todas as competições têm futebol feminino, é tudo igual ao masculino, foto, filmagens, transmissão, tudo igual. Foi a partir de 2016 que notei que o futebol feminino teve o devido respeito que a gente sempre buscou”.